12 de setembro de 2014

O que significa o fim do iPod Classic?

Bem, o mais clichê seria dizer que é o fim de uma era. Isso já foi dito aos borbotões em sites de tecnologia e blogs internet afora. Não que não seja realmente o fim de uma era tecnológica, mas deixemos o brega para os outros.


No último dia 9, data de lançamento do iPhone 6(+), Apple Pay e Apple Watch (não sei porque mas eu prefiro ainda o nome iWatch), as lojas online da Maçã ficaram fora do ar. Nada de anormal, até porque sempre que há lançamento de produtos a linha é reajustada (tanto em disponibilidade quanto em preço) e no retorno o iPod Classic não estava mais entre nós.


Eu poderia fazer um texto longo, falando sobre como era a Apple quando o iPod foi lançado, como estava o mercado de música digital com a pirataria comendo solta, a RIAA pegando no pé do Napster, etc. Esse tipo de informação tem aos montes na web e basta pesquisar.


A retirada do iPod Classic das lojas da Apple é um movimento puro e simples de descontinuação. Junto do iPod Classic, morreram também o iPhone 4S e o iPad 2. O que esses aparelhos tinham em comum? O antigo conector de 30 pinos. E o fato de serem bisavôs dos atuais modelos.


Sim amigos, o iPod Classic simplesmente morreu - já não era atualizado há anos - porque seu conector de dados estava no telhado fazia muito tempo. Com os lançamentos a empresa de Cupertino decidiu cumprir com o inevitável: derrubar do telhado todos os aparelhos com conectores de 30 pinos e com isso encerrar definitivamente a fabricação de cabos e acessórios que só tomavam tempo e dinheiro da Apple.


Com o fim desses produtos não será mais necessário manter o suporte legado a uma tecnologia que já possuía facilmente mais de 10 anos. Era possível atualizar o projeto para o conector lightning? Sim, mas qual o sentido do iPod Classic hoje? A tela era pequena e de baixa resolução, não possuía touch screen, não usava memória flash, não rodava iOS e o único diferencial eram os 160 GB de armazenamento. Com o anúncio do iPhone 6(+) de 128 GB de memória flash e consequentemente os iPods Touch terão essa capacidade disponibilizada em futuro próximo (quem sabe no próximo evento da Apple?) não fazia sentido manter um produto na linha só porque ele era vintage.


A linha de iPods já há muito tempo não vive a glória do passado. Não representam tanto para a Apple em faturamento e já possui muitos aparelhos bem mais modernos e vantajosos que o Classic. De todos, o iPod Touch sem dúvida alguma é o representante mais interessante e se vier mesmo com 128 GB de armazenamento será um candidato muito interessante para a maioria dos consumidores.


Entendo que várias pessoas ficarão órfãs do produto. Não critico os saudosistas e até entendo eles. Também tenho saudades de várias coisas, mas com certeza o iPod Classic não está entre elas. Ele já havia contribuído o suficiente para a história de sucesso da Apple e merecia sua aposentadoria já tardia.


RIP iPod Classic.

3 de julho de 2014

Sobre o fim do Orkut

Sabem aquele momento em que você recebe uma notícia, já sabia que o fato narrado era inevitável, mas ainda assim não se sente confortável? Foi assim que recebi a extrema unção do Orkut no último dia 30. A primeira rede social de muitos brasileiros enfim subiu no telhado.

Não que o histórico do Google seja diferente: Bump e Quickoffice que o digam. O Waze até que está demorando um pouco mas duvido que dure para sempre. Mountain View tem o hábito de comprar serviços emergentes, incorporar os recursos em seus próprios produtos e sumariamente matar a empresa/serviço adquirido. Isso também acontece com serviços próprios que tornam-se impopulares, o caso do Orkut.

A rede social em questão foi um sucesso estrondoso. Lembro que os convites eram comercializados no Mercado Livre à época. Eu fui convidado por uma ex-namorada, na época ainda amiga, só para ela se aproximar de mim. E o pior foi que eu nem percebi o esquema...

Lembro de ter participado de duas ou três discussões muito produtivas sobre assuntos que estava estudando nos longínquos anos 2000. As comunidades eram um show à parte e diziam muito sobre a personalidade daqueles que participavam delas. Eu fazia parte de uma que lembro muito bem. "Sou nerd sim e serei seu chefe no futuro". Ainda não sou chefe, mas divago.

O fim do Orkut, em 30 de setembro, marcará o fim de uma era da internet brasileira. O deserto de inteligência no qual a rede se tornou contribuiu muito para isso. Sua sucessora, a Google+ ainda não decolou e o movimento de matar o Orkut não ajudará nessa questão. Todos os usuários já migraram para a rede do Markinho.

Ainda assim, sentirei saudades do Orkut. Que descanse em paz no cemitério de bits criado por Mountain View.

6 de maio de 2014

A importância do backup (e de uma boa ferramenta de recuperação de dados)!

Eu trabalho - profissionalmente legalizado - há 14 anos. Com TI, há uns 10. Nesse tempo todo nessa vital indústria eu presenciei todo o tipo de catástrofe que envolve perda de dados: desde uma cachoeira dentro de um datacenter até a pessoas que apagaram conteúdos vitais somente porque acharam uma pasta chamada "não apagar" muito estranha. Ignorância à parte, acidentes acontecem e o velho Murphy sabia o que dizia quando postulou a famosa lei.

No meu trabalho sempre temos a prerrogativa de que essa lei tem especial aplicação com nosso cotidiano. Verdade. Nunca vi um lugar onde, pelo menos uma vez por dia, aconteça algo que nos lembre o quanto é importante proteger o fiofó.

Sabe aquele momento onde tudo pode dar errado? É, ontem foi a minha vez.

Sou usuário de produtos da Apple, mas devo admitir que nem todos são exemplos de disponibilidade e confiabilidade. O Time Capsule que o diga. É lento, limitado e falho, mas é um roteador sem fio com um hard disk server grade interno que mantém todos os seus backups organizados e seguros. #ironicmodeon.

De vez em quando aquela caixa maldita dos infernos resolve que o volume de backup mudou seu identificador e que será necessário fazer um novo backup completo da sua máquina. E quando isso acontece não tem jeito: tem-se que fazer um novo backup completo. O seu backup anterior não vale de mais nada e não há nada que se possa fazer a não ser um novo backup completo.

Mas não é só um novo backup completo. Se não apagar o HD interno dessa piada de mau gosto do mundo tecnológico, esse novo backup completo simplesmente nunca completa. Acreditem: já estou no segundo Time Capsule. Troquei o primeiro porque acontecia exatamente a mesma coisa.

Ok, estou exagerando. É só fazer um apagamento completo do HD do Time Capsule e um novo backup completo. Seria simples se isso não demorasse uma eternidade. E para variar isso aconteceu faltando 30 minutos para sair de casa para o trabalho.

Para não ficar desprotegido decidi atualizar o backup do trabalho com um HD externo USB 3.0. Bem mais rápido e confiável. Só tem um problema: Murphy.

Estava no trabalho, backup em algo que calculo fossem 90%. Vem um filho de uma senhora que troca favores por dinheiro e chuta a fonte do HD externo. Como o bicho estava criptografado, corrompeu todo o meu backup. Ok, xingo a mãe do sujeito enquanto vou verificar como estava o HD. Inacessível, só para constar. Uma nova formatação seria necessária.

Olha só como Murphy ri da nossa desgraça e ainda coloca o dedo na ferida: abro o Disk Utility para formatar o HD externo e enquanto o sacripanta está pedindo milhões de desculpas (ele teve motivo para ficar com esse peso todo na consciência) eu estou tentando continuar com a minha árdua tarefa de fazer meu backup. Com toda essa distração seleciono o HD. Formato. Qual o HD formatado? Isso mesmo.

Meu Macbook Pro tem dois discos dentro. Um para sistema e programas e outro para dados. Apaguei todos os meus dados. Uma vida inteira de informações foram para o saco porque o indivíduo estava me distraindo. Sabe aquele momento em que você tem vontade de jogar o cara da janela do quarto andar? Tinha grades nas janelas...

Enfim, eu tenho sempre um backup em casa no Time Capsule e um backup no trabalho em HD externo. O de casa a Apple decidiu que não era mais válido e o do trabalho foi pro saco porque um filho de uma égua decidiu passar onde ninguém passa. E eu formato o HD errado nesse meio tempo. Tudo isso num intervalo de menos de 3 horas.

Por isso, se aceitam alguns conselhos:
1- Tenham sempre dois backups dos seus dados em dois locais diferentes;
2- Se decidirem usar um Time Capsule é melhor considerar o terceiro backup;
3- Se trabalhar com idiotas guarde um dos backups com sua mãe. Estará mais seguro, posso garantir;
4- Nunca atualize um backup perto de idiotas;
5- Nunca formate um HD no momento em que um idiota estiver te distraindo e;
6- Nunca utilize um HD externo com alimentação externa para backups.

Mas se tudo isso aí de cima falhar (acreditem, vai falhar), é melhor você ter uma camada extra de proteção. Um software de recuperação de dados apagados.

Hoje eu pude experimentar algo que realmente funciona por bruxaria: Disk Drill. Sim, essa peça de software escrita com magia, sangue de sereia e lágrimas de unicórnio conseguiu recuperar 99,5% dos meus dados. Isso não é a grande coisa em si porque softwares desse tipo existem há anos. O grande diferencial foi o tempo necessário para isso: em apenas duas horas eu tinha recuperado mais de 300 GB de informação com uma taxa de perda de 0,5%. Os únicos dados que perdi foram algumas fotos da biblioteca do iPhoto o que, no cenário em que eu estava, com controles financeiros e dados de trabalho perdidos, uma edição de vídeo para entregar e algumas centenas de dólares em softwares - e suas chaves - guardados ali, eu considero desprezível. Algo como cantores de funk.

Então este post é sim uma propaganda: tenham sempre, além dos backups, um software de recuperação de dados apagados acidentalmente, você nunca saberá quando precisará deles. E quem usa Mac, o Disk Drill é uma excelente pedida. O valor de US$ 80 do programinha é troco de pinga quando ele demonstra que pode recuperar os seus dados de forma eficiente e rápida. Tony Stark e seu J.A.R.V.I.S. ficariam com inveja.

28 de novembro de 2013

Hacker sequestra seus dados, cobra o resgate mas não se aproveita da variação cambial

A nova onda de ataques cibernéticos nos EUA (e possivelmente vá para o resto do mundo) atende pelo nome de CryptoLocker. Essa praga, disseminada por links em e-mails (sim, ainda há pessoas que abrem e-mails de desconhecidos porque nele está escrito que depositarão alguns trocados na conta), “sequestra” o computador do usuário aplicando uma criptografia nos arquivos e mostrando uma mensagem que o infeliz precisa depositar 300 obamas para ter seus dados de volta. Há um tempo para fazer isso e após o tempo expirado a chave que faz a decodificação dos dados é apagada do servidor remoto tornando assim impossível recuperar os dados sequestrados.

O preço na data de “lançamento” da praga era de 300 obamas podendo ser pago por BitCoins, aquela moeda virtual que para conseguir custa mais do que ela vale. Essa coisa é cotada sabe-se lá papai do céu como e quando o CryptoLocker começou a ser difundida valia uns 200 obamas, o que quer dizer que o custo para ter os dados de volta era de 1,5 BitCoins.

Agora vem a coisa mais espetacular que já vi: hacker bom é aquele que mantém os seus princípios! Não há sequer uma boa intenção por trás do CryptoLocker porém… A cotação do BitCoin era, da última vez que consultei, mais de 700 obamas. O que os harckers fizeram? Atualizaram o CryptoLocker para cobrar 0,5 BitCoin pelo resgate. Isso mesmo: baixaram o valor em BitCoins cobrado pelo resgate para MEIO BitCoin o que hoje equivale a 350 obamas. Legais não?

Agora eu me pergunto: Porque a Apple e a Sony não tomam umas aulas sobre finanças com esses caras?

25 de novembro de 2013

Lulu: O app de classificação de homens

Se tem uma coisa que todo homem gosta é de ser falado por mulheres. Fato: qualquer um fica com o ego inflado quando uma mulher comenta com as amigas que ele é bom de cama (claro, quando ele sabe que isso aconteceu de fato).

A questão é como uma propaganda boca-a-boca no maior estilo Avon (é, eu sei o que é Avon) evolui para um app de classificação. Como toda propaganda de produto, há quem goste e quem não goste da oferta. Uma verdade imutável do homo sapiens é o fato de que eles adoram publicidade. Seja de que tipo for, principalmente se esta lhe rende alguns “benefícios extras”.

O que ninguém esperava, mas também não chega a ser algo surpreendente, é que surgiria uma rede social só para mulheres que classificam os homens, em todos os quesitos. É amigo leitor, todos. Não só se é #BomDeCama, mas também se #TemAmigosGatos, #PagaaConta ou #TemCarroDoAno. Sério mesmo que ainda existem mulheres que procuram caras porque eles tem carro do ano? Não respondam, prefiro não saber.

Do alto do liberalismo sexual, onde as mulheres conquistam cada vez mais espaço na nossa sociedade tão patriarcal, há ainda espaço para “serviços” como estes? Nada contra ter informações sobre as pessoas que estão ao seu redor até porque a rede do Markinho já cumpre esse papel muito bem mas tenho a tendência a acreditar que esse serviço não foi criado para a mulher moderna que luta por direitos iguais e que está cada vez mais conquistando espaços onde só homens entravam. Estes estigmas do passado só podem ser frutos de homens (e mulheres) que ainda vivem com a barreira que separa os sexos bem definida: o preconceito. Na minha opinião é o machismo ao extremo.

De qualquer forma e se bem usada, a rede social em questão pode ser útil para as mulheres não caírem no conto da Carochinha. Então, segue aqui o link para as meninas interessadas no download do app que é compatível com iOS e Android.

E para os caras que não gostam de ter esse tipo de avaliação nas costas, basta retirar o próprio perfil do Facebook do serviço clicando aqui.

13 de setembro de 2013

E o iPhone de baixo custo não é tão de baixo custo assim...

No dia 10 a Apple revelou ao mundo a sua nova (?) linha de iPhones, seu principal produto atualmente. Numa keynote digna de pena, corrida demais, pouco interessante e sem roteiro definido, foram demonstrados os novos aparelhos e seus novos recursos.

Nem pretendo comentar muito aqui sobre hardwares, recursos e novidades - poucas diga-se. Gostaria de comentar a estratégia por trás do iPhone 5C, o tão esperado aparelho de "baixo custo". O iPhone 5C só é mais barato para a Apple produzir portanto mais barato para a linha de produção aumentando a margem de lucro da empresa de Cupertino.

3 de setembro de 2013

Microsoft adquire a Nokia por US$ 7,2 bilhões


A Microsoft comprou a Nokia. O que isso significa na prática? Agora a estratégia de Redmond é ter uma estrutura vertical, controlando hardware e software, coisa que sempre foi combatida pela empresa diga-se de passagem. Um modelo de negócios igual ao da Apple e um movimento parecido com o do Google quando adquiriu a Motorola.

Parece que Alan Kay tinha mesmo razão: "Pessoas que levam o software à sério deveriam fabricar o seu próprio hardware", numa tradução livre.

Na prática, não muda muita coisa. Os melhores aparelhos com Windows Phone já saíam da Finlândia e lá foram desenvolvidos os maiores avanços do sistema da gigante de software. O que mais chama a atenção é que Stephen Elop agora é um candidato forte para a vaga de Ballmer. Na minha opinião, a melhor notícia oriunda da compra. Elop é muito mais sereno e focado que o "palhacinho" de Bill Gates.

Com o negócio, a Microsoft leva de bandeja a marca Lumia, já considerada sinônimo de Windows Phone de qualidade. Acabam os pedidos dos usuários de Android para uma versão desses aparelhos com o sistema do robô verde que era uma aposta de alguns analistas para a "salvação" da Nokia.

Desse negócio só posso afirmar que o rumorado Surface Phone agora vai sair do papel, mas sob a marca Lumia que já tem excelentes defensores como o Lumia 920 e o Lumia 1020 com suas câmeras ignorantemente boas e hardwares bem construídos. Eles só precisam de um software para controlar toda esse força bruta.

24 de novembro de 2012

Porque os discos aparecem menores do que deveriam no meu computador?

Uma dúvida comum que a maioria dos usuários de computadores tem e, vira e mexe, alguém vem me perguntar porque.

De tempos em tempos o assunto retorna, como uma assombração digna do título mais comum que o intelecto humano conseguiu atribuir: igual ex-mulher.

Impressionante como essa dúvida, muito comum, dá trabalho para ser dirimida. O dilema é um conjunto de causas que vão desde o surgimento da necessidade humana de contar até a aplicação de eletrônica digital. Aviso que será um post longo, detalhado, cheio de números, mas recomendo a leitura porque será de grande valia para todos os que ainda possuem essa questão não respondida.

Para iniciar, pretendo contar uma história. Todos sabem que costumamos contar com os dedos. Fato. Até hoje faço isso quando quero ter certeza absoluta que não irei errar uma conta básica. Todos fazem isso, só que a maioria tem vergonha de admitir.

11 de novembro de 2012

A nova cara e a nova estratégia da Microsoft

Faz muito tempo que a Microsoft tem se esforçado para mostrar para os usuários uma cara moderna, jovem e inovadora.

Em 1995 a Microsoft mudou radicalmente o conceito de operação e o modo de apresentação do seu principal produto com o lançamento do Windows 95. Foi uma mudança radical mas muito bem aceita pelos usuários acostumados com a aparência retrógrada do Windows 3.11.

Interface do Windows 95.

De lá até o lançamento do Windows 7 pouca coisa mudou. Alguns ícones mudaram de nome, outros sumiram, alguns foram adicionados, o menu Iniciar foi reformulado umas três vezes mas permanecia com as mesmas funções. Em resumo: O Windows envelheceu. Outra vez.

20 de outubro de 2012

Outro retorno ao blog

Isso mesmo amigos. Mais um retorno ao Tecnologia dia-a-dia. E antes que perguntem, não estava de luto pelo Steve Jobs durante todo esse tempo. Escrever aqui é uma algo que gosto muito de fazer, mas o tempo impedia-me de praticar. No último ano eu me dediquei a projetos pessoais que me tomaram muito tempo e trouxeram pouco resultado. Infelizmente.

Enfim, voltando à velha programação, tentarei trazer assuntos relevantes e comentá-los aqui. Pelo menos tentar, certo?

6 de outubro de 2011

Steve Jobs deixa definitivamente a Apple

Eu estava formulando um post para falar do iPhone 4S, anunciado ontem pela Apple. Uma grande parte do texto já estava escrito, faltava alguns detalhes e uma boa revisão. Gostaria muito de falar das suas novidades, da polêmica sobre o nome, da "decepção" em torno do mais aguardado smartphone da atualidade.

Infelizmente tudo isso ficou irrelevante agora. Steven Paul Jobs, nosso "El Joboso" como os amigos do MacMagazine gostam de chamar, deixou definitivamente a Apple. Não consegui encontrar um título para o post que pudesse passar a idéia sem parecer de mal gosto.

Com toda a certeza ele não é o único representante da espécie humana a nos deixar. Não será o primeiro e muito menos o último. A única certeza que temos é que perdemos a companhia de uma das mais visionárias pessoas que já existiram.

Costumo afirmar que gosto da forma como Jobs sempre tratou seus produtos e seus clientes. Nas palavras dele, seus produtos "simplesmente funcionam". Para ele, os consumidores tem que se preocupar com o que farão com os produtos e não em aprender como eles funcionam para depois usá-los. Em uma entrevista antiga, ele afirmou que "antes do Mac, para se escrever um livro, era necessário ler um livro", numa referência clara ao manual do WordStar, processador de texto predominante da época, que tinha nada menos do que 400 páginas.

Enfim, não tenho mais nada a escrever neste post além de desejar que a família seja amparada pelas condolências prestadas, incluindo aqui as minhas. Vou terminar com uma homenagem que está circulando pela internet, de autor ainda desconhecido.

28 de setembro de 2011

A Lenovo lança o ThinkPad X1

Todos vocês sabem que o foco no blog não é fazer propaganda de nenhum produto, mas quando vamos falar de tecnologia não podemos deixar de citar algum. No caso desse post em específico quero tratar do novo ThinkPad X1 da Lenovo, mais focado no que ele traz de novidades úteis para o mundo dos portáteis do que na configuração do brinquedo.

Para começar, tenho que fazer uma volta ao passado. A linha de notebooks ThinkPad teve sua estréia sob os cuidados da IBM quando esta ainda fabricava PCs com foco no mercado doméstico. Apesar de estar classificado nessa linha, os ThinkPad nunca foram, digamos, domésticos. Primeiro pelo preço, porque geralmente custava o dobro do valor dos concorrentes diretos e segundo porque os diferenciais desses aparelhos não eram atrativos para os meros mortais.

Para começar, temos um gabinete fabricado com liga de magnésio, uma liga metálica resistente e leve. Quando fechado, pode-se dizer que esses aparelhos são praticamente indestrutíveis. A IBM ficou famosa pelos vídeos em que submetia esses aparelhos à condições extremas como ser atropelado por um automóvel compacto e continuar funcionando. Infelizmente um vídeo antigo que não consegui encontrar para ilustrar esse post. Vídeos como esse da Lenovo não são difíceis, mas o da IBM (em 2004) impressiona pelo fato de simplesmente ninguém naquela época acreditar na possiblidade.

8 de setembro de 2011

Netflix chega ao Brasil

Essa notícia é pra quem gosta de filmes e séries mas não quer pagar uma fortuna para ter a Net ou a Sky em casa: o Netflix, serviço de aluguel de filmes por streaming acabou de ser inaugurado no Brasil, com um valor bastante interessante: R$ 15,00 mensais.

Diferente do serviço prestado nos EUA (onde há o envio de DVDs pelo correio também), aqui no Brasil o serviço será restrito a assistir o conteúdo que você quiser, na hora que você quiser, quantas vezes você quiser, pagando apenas a assinatura mensal e a única exigência é uma conexão de internet de 0,5Mbps. Achei pouco, mas os caras dizem que é o suficiente. Eu pensaria em 1Mbps pra começar.

O Netflix Brasil começa compatível com as plataformas Nintendo Wii, Sony Playstation 3, Windows, Mac OS X, Samsung SmarTV e Western Digital TV Live Plus, todos comercializados oficialmente no país. Xbox 360, iPhone e iPad ficaram de fora do lançamento, mas o suporte está prometido para este ano ainda.

O grande diferencial do Netflix contra os serviços de TV por assinatura convencionais está presente apenas para aqueles que querem assistir filmes e séries. No Netflix você contará com uma vasta videoteca e poderá escolher o que quer assistir sem ter que esperar pela hora do filme/série. A qualidade do vídeo não será superior à Net HD ou mesmo a Sky HD, mas por R$15,00 reais mensais, um serviço que transfere o conteúdo pela internet, não dá pra exigir altíssima qualidade. Mesmo assim, acho que as operadoras de TV por assinatura devem começar a se mexer, porque o valor “social” cobrado é convidativo.

Social aparece entre aspas porque o custo do Netflix não está sozinho. Você precisa de uma forma de acesso à internet, que no Brasil ainda é muito caro. Ainda podemos ter problemas com operadoras concorrentes que operam serviços de internet também (Net, alguém?) bloqueando dificultando o acesso à rede da Netflix. Algo muito parecido com o que ocorre quando se tenta acessar a rede Torrent ou a rede Kad (emule e afins) com a justificativa mais esdrúxula possível: “o acesso a esses serviços congestiona a rede e prejudica parte dos usuários que tem sua velocidade reduzida em virtude desse congestionamento”. Tá bom…

De qualquer maneira, o Netflix Brasil ainda dá mais uma vantagem: um mês de graça para testar o serviço. Vale a pena conferir! Eu recomendo.

7 de setembro de 2011

Recall do Honda CR-Z

A montadora japonesa Honda anunciou nesta semana que fará o recall de pelo menos 80 mil unidades do híbrido CR-Z. Mas o que essa notícia tem haver com o Tecnologia dia-a-dia?

Tudo. Vamos primeiro explicar o recall: A Honda descobriu uma falha no software de comando do motor elétrico do CR-Z que pode, numa condição de bateria fraca, fazer com que o carro se desloque em um sentido contrário ao selecionado na alavanca de marchas, ocasionando acidentes. A falha é causada por um bug no software de gerenciamento do sentido do motor elétrico e por isso é assunto do blog.

Apesar de ser um problema grave, a montadora em questão afirma que trata-se de uma possibilidade e que nenhum acidente desse tipo foi registrado mas que o upgrade do software de gerenciamento do sentido do motor elétrico é extremamente recomendado aos proprietários do CR-Z. Esse upgrade leva em torno de 30 minutos nas concessionárias da marca.

Agora vamos discutir o assunto: na década de 90 a indústria automobilística começou uma substituição de componentes mecânicos dos automóveis por componentes eletrônicos com o objetivo de melhorar a performance dos carros, torná-los mais robustos e monitorar seu funcionamento. Sou a favor desses avanços tecnológicos nos automóveis, mas faço parte da minoria. Infelizmente a grande maioria dos usuários de automóveis no Brasil reclama, diz que não presta e torce o nariz para carros com componentes eletrônicos e o problema é cultural. Brasileiro não faz revisões periódicas muito menos manutenção preventiva, levando o carro para consertar somente quando algo quebra. Agora vem o pior: só leva o carro para consertar nas oficinais menos qualificadas para trabalhar com carros que tem componentes eletrônicos e os mecânicos lá presentes, que não se qualificaram ou estudaram para trabalhar com carros mais modernos só sabem falar mal das evoluções da indústria, deixando a má fama injustificada.

Evoluções como o sistema de freios ABS, motores Flex, Air Bags, controle de estabilidade, injeção eletrônica somente formam possíveis graças ao emprego de componentes tecnológicos aplicados aos automóveis. Esses componentes são controlados por computador que trazem programas específicos executados para gerenciar todos esses recursos. São dezenas de sensores captando o comportamento do carro e ajustando o mesmo para que a direção seja mais segura e confortável, consumindo a menor quantidade possível de combustível e entregando a maior performance possível. Como toda nova tecnologia que surge, temos problemas, como o apresentado pelo CR-Z, mas o resultado final é bom. Antigamente um problema no carburador do carro o tornava difícil de dirigir. Hoje, um problema no sistema de injeção eletrônica do carro habilita um modo de emergência, indicando no painel do carro que um problema ocorreu, mas na maioria das vezes o carro continua funcionando de forma aparentemente normal. O sistema foi pensado para que, em caso de problema, o carro permaneça funcionando da forma mais normal possível para que o condutor não fique à pé no meio da estrada, por exemplo.

O caso do CR-Z é somente um pequeno problema de uma grande evolução tecnológica que ainda estamos vivenciando. Ainda acredito que, no futuro, teremos carros tão avançados que o motorista será um opcional de série.

Em tempo: caso algum leitor seja o feliz proprietário de um CR-Z, verifique com a Honda se o seu modelo precisa passar pelo recall.

Retorno ao blog

Deu pra notar que escrever no blog não é um trabalho que executo com assiduidade. E como já disse anteriormente não é por falta de assunto, mas por preguiça mesmo falta de tempo.

Estou escrevendo hoje, um belo (sei lá, vai que chove) feriado de 7 de setembro (e para quem não sabe, a data marca a independência Brasileira do “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves”. Porém não enganem-se: foi por livre e espontânea pressão solicitação de uma amiga que retorno ao blog nessa data. Antes que ela tivesse a ideia de trollar nos comentários!

Assunto não falta, então pretendo ir liberando os posts ao longo do dia, afinal feriado de folga sem nada pra fazer é igual a blog atualizado!

Neste primeiro post, pretendo comentar sobre o assunto mais comentado desde 24 de agosto: a renúncia de Steve Jobs ao posto de CEO da Apple.

O assunto já foi discutido aos borbotões. Tudo o que eu pensar em escrever aqui com certeza já foi amplamente divulgado pelos mais diversos veículos de imprensa. Então, como ser diferente sendo igual? Se alguém souber, avisa. Estou aberto à sugestões!

Podemos classificar o Jobs de diversas formas: Lunático, excêntrico, exigente, carrasco, gênio… São diversas facetas, mas uma delas chama a atenção: a simplicidade.

Qual a melhor forma de vender um produto ou uma ideia? Para começar, acreditar nesse produto ou ideia que se pretende vender. Ninguém consegue fazer um discurso profético sem ser ridículo a não ser ele, mas isso se deve ao fato dele acreditar que esse discurso é mesmo profético. Alguém acreditava no sucesso do iPhone no lançamento? Alguém acreditava no ressurgimento da Apple? Alguém ao menos pensava que a iTunes Music Store venderia mais músicas que o mercado de CDs? Para todas essas perguntas existe a resposta “sim, Steve Jobs acredita”. O segundo passo para vender esse produto/ideia é torná-la simples para o público de forma que fique claro como o produto vai funcionar e deixar você achando que precisa daquilo para viver dali por diante ou como a ideia pode ser entendida e te deixar com o sentimento de “como ninguém pensou nisso antes?”.

Jobs veste simplicidade (o que não quer dizer que ele compra roupas na Impecável Maré Mansa). O jeans associado à camisa preta é sua marca. Podemos dizer que é o design pessoal? Sim. Tanto que seu substituto, Tim Cook, ultimamente aparece usando o mesmo look. Observe que Jobs sempre vendeu a simplicidade dos seus produtos, uma coisa como, tire da caixa, ligue na tomada, aperte um botão e use. Porque então se vestir com terno e gravata? Existe coisa mais complicada do que dar nó em gravata? Sim, usar um computador com Windows!

Alguém já percebeu que suas apresentações de slides não costumam ter mais do que duas frases pequenas, com três ou quatro palavras em cada frase? Geralmente os slides dele tem imagens ocupando a maior parte. Ele nunca usa termos técnicos. Alguém já viu o Jobs dizer que os iPods tem X GB de armazenamento? Ele simplesmente diz que no iPod cabem X músicas e ponto. Entendido o recado? Sim.

De todas as qualidades e defeitos do Jobs, a simplicidade é algo que considero ímpar. Não conheço ninguém que tenha o talento dele para tornar algo complicado em algo simples. O iPhone vem um um manual que é uma página, ensina como desbloquear o aparelho, como colocar ele em sleep e como navegar nos menus. Acabou. E todos os aplicativos do iPhone seguem a mesma filosofia, onde você só precisa saber desbloquear o aparelho, abrir o aplicativo, navegar nos menus e no final colocar o aparelho novamente em sleep. Posso dizer que a maioria esmagadora de donos de iPhone nem sabem quanto de memória RAM tem instalada lá dentro pra fazer ele funcionar. É disso que eu estou falando!

A saída dele do cargo de CEO não quer dizer que a Apple está no fim. Demonstra apenas o fim da segunda era Jobs, em que a Apple se consolidou como a empresa de capital aberto mais valiosa do planeta, cujas as invenções são extremamente simples e funcionais. Como será o futuro? Ninguém sabe. Mas se Tim Cook seguir um caminho Jobs-like, ele tem tudo para continuar na trilha do sucesso.

One more thing: Jobs não saiu da Apple! Ele vai presidir o conselho da empresa, o que quer dizer que ele se afastou apenas das decisões operacionais, mas vai continuar com seu escritório em 1, Infinite Loop, Cupertino, CA.

25 de junho de 2011

Feliz aniversário Sonic!

Continuando a sequencia de posts sobre aniversários, depois de falar um pouco da IBM, agora vamos falar de um personagem de jogos de vídeo game: Sonic.


Neste dia 24 o ouriço mais rápido do planeta completou 20 anos e podemos dizer, atingiu a idade adulta. Sua primeira aparição foi no Mega Drive, em 24 de junho de 1991, no título “Sonic the Hedgehog”.

Durante toda a década de 90 foi o único personagem de jogos que poderia competir em popularidade com o Mário da Nintendo. Enquanto os jogos do Mário eram mais voltados para a solução de mistérios e quebra-cabeças, os jogos do Sonic eram voltados para a ação em velocidades absurdas! Mas apesar do sucesso nos primeiros 10 anos, os anos seguintes foram de dissabores: jogos mal planejados, timing errado e excesso de elementos de RPG descaracterizaram o personagem. Apesar de tudo o blogueiro aqui, que cresceu jogando Sonic e que até hoje (sim, até hoje) ainda joga, continua fã do ouriço azul cobalto mascote da Japonesa SEGA.

Para comemorar o vigésimo aniversário, a SEGA planeja um novo jogo, chamado “Sonic Generations” em que temos os gráficos 3D modernos em alta definição com a jogabilidade dos clássicos do Mega Drive. Nesse título o jogador pode escolher se quer usar o Sonic clássico (baixinho, gorducho e caladão) ou o Sonic moderno (alto, mais esbelto e tagarela). Promete.

Parabéns Sonic! Aguardamos ansiosamente boas surpresas nos próximos 20 anos!

24 de junho de 2011

Feliz aniversário IBM!

No último da 16 a IBM completou 100 anos de existência. Desses 100, 94 presente no Brasil, sua primeira subsidiária internacional.
A IBM está hoje entre as 10 maiores empresas de tecnologia do planeta. Recordista em número de patentes registradas anualmente, muitas evoluções do mercado hoje são derivadas de algum dos seus centros de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo.
Com mais de 380 mil funcionários espalhados pelo mundo, o foco da empresa mudou bastante. Ela começou como uma empresa que fabricava máquinas para linhas de produção. Logo depois concentrou-se nas máquinas de cartões perfurados (os famosos holerit)  e máquinas de escrever elétricas. Mais tarde entrou no mercado de computadores eletrônicos e se tornou referência no assunto. Tentou se aventurar no mercado de computadores domésticos, mas neste nicho nunca teve muito sucesso. Hoje se concentra em pesquisa, desenvolvimento, projetos, suporte empresarial e consultoria.
A IBM chegou aos 100 anos com boa saúde, com fôlego e sempre acompanhando o desenvolvimento tecnológico, sem perder o foco no que é mais importante para uma empresa de tecnologia: a inovação.

13 de junho de 2011

Resumo dos fatos mais relevantes das últimas semanas

Microsoft mostra a cara do Windows 8 (nome conceito)

A Microsoft mostrou para jornalistas a nova interface do próximo Windows. Sai o já clássico menu Iniciar e entra uma visualização em blocos, à lá Windows Phone. A idéia é deixar o Windows para desktops mais parecido com a versão móvel que, apesar da pouca participação de mercado, vem sendo bastante elogiado. Além da nova interface, o novo Windows vai rodar também em máquinas equipadas com CPUs ARM, o que significa que será um sistema operacional que poderá ser usado em, virtualmente, qualquer tipo de dispositivo móvel uma vez que essa arquitetura domina esse nicho de mercado.


Intel admite planos de produzir chips ARM

Esse é surpresa mesmo! A chipzilla já possuiu uma divisão para cuidar somente dessa arquitetura e vendeu essa parte do negócio para se dedicar a processadores da família x86, que nunca conseguiram se aventurar nos smartphones porque consomem muita energia. Essa notícia pode parecer uma "rendição" mas ela se refere apenas a produção e não a projetos. A Intel apenas cederia suas fábricas para terceiros produzirem seus chips. Realmente seria uma boa para a Apple que tem seus chips produzidos pela Samsung, o que é um problema já que a primeira está processando a segunda por quebra de patentes!


Apple anuncia oficialmente o iCloud e numa tacada só fala das novidades do novo iOS 5 e do Mac OS X Lion

Essa é difícil de fazer resumo. Na segunda passada, em um evento para desenvolvedores, a Apple demonstrou seu serviço de computação na nuvem, o iCloud. A idéia é ter um espaço para armazenamento de arquivos na nuvem e serviços como o iTunes Match que permite o armazenamento de suas músicas na nuvem. Ainda foram anunciadas as versões novas dos sistemas operacionais da maçã, o iOS (móvel) e o Mac OS X (desktop).
No iOS 5 temos novidades como um novo sistema de notificações, Widgets, o iMessenge (para comunicação entre iDevices), navegação privada, rotas alternativas no app Mapas, integração do sistema com o Twitter, sincronização sem fio, reprodução de vídeos HD 1080p, indicações de chamadas quando estas não estão seguras, FaceTime via 3G e a liberdade do PC só pra citar os mais importantes.
Já no Lion, os destaques ficam para a função "Find my Mac", funções Autosave e Resume, novos gestos multi-touch, um Lauchpad igual a tela inicial do trio iPhone/iPad/iPod touch e que substitui a pasta de aplicativos, a unificação das versões cliente e servidor onde o pacote servidor é um opcional pago por fora para os interessados, o preço baixo de US$ 30 (menos de R$ 60!) e a abolição da mídia física, sendo a compra e instalação via Mac App Store. A chegada do leão é em julho!

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23 de maio de 2011

A Sony e o caso PSN

Todos vocês devem ter acompanhado a queda da rede online de jogos da Sony, a PSN. Um grupo de hackers descobriu uma forma de invadir os servidores da rede e roubar os dados de simplesmente todos os usuários!

Já não basta o problema que é ter uma base de dados tão grande sendo roubada (para se ter uma idéia do tamanho da coisa, já dizem alguns sites especializados que trata-se da quarta maior falha de segurança já regsitrada na história da web), temos ainda o problema da megalomania da Sony. A empresa se acha onipotente a ponto de simplesmente ignorar o fato de que os números de cartões de crédito de seus usuários haviam vazado. Não houve nenhum comunicado oficial, pelo menos nos primeiros dias, por parte da Sony para que os seus clientes procurassem as instituições bancárias para bloquear seus cartões ou mesmo para observarem transações suspeitas.

A preocupação da empresa era em desligar a rede para "congelar" a cena do crime. Os engenheiros de software da Sony estudaram a rede, com ela offline, para tentar descobrir onde era a brecha de segurança. A se considerar o tempo desligada (mais de três semanas) pode-se dizer que eles "correram atrás do rabo" durante muito tempo.

O amigo Marcos César (O Brasilista) já disse aqui isso e eu tenho que repetir: Está faltando samurai na engenharia de software da Sony! Uma falha dessa magnitude não pode simplesmente ser deixada em branco. Não à toa, o FBI está investigando o caso.

E de quem é a culpa nesse caso? Alguns diriam que é da própria Sony porque ela incitou a ira da comunidade hacker ao processar o GeoHot pelo desbloqueio do PS3. Discordo. A culpa é da Sony sim, mas da sua grande incompetência em criar bons softwares.

6 de dezembro de 2010

URLs curtas podem ser um excelente disfarce para perigos na internet!

A popularização do Twitter trouxe para nós um recurso até um pouco antigo mas pouco usado na internet até então: os “encurtadores” de URL, ou como queiram, diminuidores de endereços.

Eles (os “encurtadores”) são realmente uma “mão na roda” para quem precisa digitar endereços no serviço de micro blogs: como o limite são 144 caracteres, escrever o que se quer seguido de um URL pode ser impossível. Levando em consideração que existem URLs que, por si só, já ultrapassam o limite de caracteres do Twitter, seria o caos.

Diminuir as URLs  não é um problema grave na ação em si. Mas notem, existem pessoas do bem e existem pessoas do mal. E temos que nos preocupar com as pessoas. Há muito tempo os vírus de computador se espalhavam pelos velhos disquetes. Com o advento da internet (e por consequência, do e-mail) os vírus passaram a se espalhar muito mais rápido. Depois surgiram os comunicadores instantâneos e as redes sociais para os criminosos estudarem suas vítimas e atacar. E nesse nicho temos um problema: uma forma (tudo bem que não 100% eficiente) de se evitar os ataques é verificar o URL do local que está sendo sugerida a visita. Até aí morreu Neves, mas como verificar se um URL aponta para o local pretendido através uma URL encurtada? Você pode clicar naquela URL e no momento, ao invés de se abrir o site, pode ser executado um comando remoto que infecta a sua máquina e você nem percebe.

O problema é maior do que se imagina: Pode-se conseguir executar comandos remotos para explorar vulnerabilidades do navegador e a partir daí saber exatamente onde aquele incauto internauta navega, pegar seus números de cartão de crédito e senhas bancárias que ficam armazenadas no histórico, instalar programas no computador do usuário para torná-lo parte de um rede de computadores zumbis que fazem ataques a outros computadores, etc..

Como se não bastasse ter que se preocupar com o e-mail, com as informações disponibilizadas nos sites de relacionamento, com todas as senhas diferentes de cada serviço de internet (caso você não use uma Open ID), em manter o antivírus atualizado, em usar um bom firewall ainda temos que nos preocupar com mais esse recurso que pode gerar dor de cabeça.

A dica que fica continua a mesma dos e-mails: somente clique em URLs reduzidas publicadas por pessoas que você conhece e confia. Na dúvida, ao invés de clicar nessa URL, pesquise o assunto na internet ou então peça para a pessoa que publicou esse URL reduzido para informar a fonte da informação para que você mesmo possa acessar o local e procurar o assunto.

PS.: Estava de férias do blog, por isso não o tenho atualizado. Na verdade, eu estive bastante ocupado nos últimos dois meses com alguns negócios pendentes e trabalhos atrasados. Aos poucos retorno com a freqüência normal de atualizações.