3 de julho de 2014
Sobre o fim do Orkut
25 de novembro de 2013
Lulu: O app de classificação de homens
Se tem uma coisa que todo homem gosta é de ser falado por mulheres. Fato: qualquer um fica com o ego inflado quando uma mulher comenta com as amigas que ele é bom de cama (claro, quando ele sabe que isso aconteceu de fato).
A questão é como uma propaganda boca-a-boca no maior estilo Avon (é, eu sei o que é Avon) evolui para um app de classificação. Como toda propaganda de produto, há quem goste e quem não goste da oferta. Uma verdade imutável do homo sapiens é o fato de que eles adoram publicidade. Seja de que tipo for, principalmente se esta lhe rende alguns “benefícios extras”.
O que ninguém esperava, mas também não chega a ser algo surpreendente, é que surgiria uma rede social só para mulheres que classificam os homens, em todos os quesitos. É amigo leitor, todos. Não só se é #BomDeCama, mas também se #TemAmigosGatos, #PagaaConta ou #TemCarroDoAno. Sério mesmo que ainda existem mulheres que procuram caras porque eles tem carro do ano? Não respondam, prefiro não saber.
Do alto do liberalismo sexual, onde as mulheres conquistam cada vez mais espaço na nossa sociedade tão patriarcal, há ainda espaço para “serviços” como estes? Nada contra ter informações sobre as pessoas que estão ao seu redor até porque a rede do Markinho já cumpre esse papel muito bem mas tenho a tendência a acreditar que esse serviço não foi criado para a mulher moderna que luta por direitos iguais e que está cada vez mais conquistando espaços onde só homens entravam. Estes estigmas do passado só podem ser frutos de homens (e mulheres) que ainda vivem com a barreira que separa os sexos bem definida: o preconceito. Na minha opinião é o machismo ao extremo.
De qualquer forma e se bem usada, a rede social em questão pode ser útil para as mulheres não caírem no conto da Carochinha. Então, segue aqui o link para as meninas interessadas no download do app que é compatível com iOS e Android.
E para os caras que não gostam de ter esse tipo de avaliação nas costas, basta retirar o próprio perfil do Facebook do serviço clicando aqui.
6 de dezembro de 2010
URLs curtas podem ser um excelente disfarce para perigos na internet!
A popularização do Twitter trouxe para nós um recurso até um pouco antigo mas pouco usado na internet até então: os “encurtadores” de URL, ou como queiram, diminuidores de endereços.
Eles (os “encurtadores”) são realmente uma “mão na roda” para quem precisa digitar endereços no serviço de micro blogs: como o limite são 144 caracteres, escrever o que se quer seguido de um URL pode ser impossível. Levando em consideração que existem URLs que, por si só, já ultrapassam o limite de caracteres do Twitter, seria o caos.
Diminuir as URLs não é um problema grave na ação em si. Mas notem, existem pessoas do bem e existem pessoas do mal. E temos que nos preocupar com as pessoas. Há muito tempo os vírus de computador se espalhavam pelos velhos disquetes. Com o advento da internet (e por consequência, do e-mail) os vírus passaram a se espalhar muito mais rápido. Depois surgiram os comunicadores instantâneos e as redes sociais para os criminosos estudarem suas vítimas e atacar. E nesse nicho temos um problema: uma forma (tudo bem que não 100% eficiente) de se evitar os ataques é verificar o URL do local que está sendo sugerida a visita. Até aí morreu Neves, mas como verificar se um URL aponta para o local pretendido através uma URL encurtada? Você pode clicar naquela URL e no momento, ao invés de se abrir o site, pode ser executado um comando remoto que infecta a sua máquina e você nem percebe.
O problema é maior do que se imagina: Pode-se conseguir executar comandos remotos para explorar vulnerabilidades do navegador e a partir daí saber exatamente onde aquele incauto internauta navega, pegar seus números de cartão de crédito e senhas bancárias que ficam armazenadas no histórico, instalar programas no computador do usuário para torná-lo parte de um rede de computadores zumbis que fazem ataques a outros computadores, etc..
Como se não bastasse ter que se preocupar com o e-mail, com as informações disponibilizadas nos sites de relacionamento, com todas as senhas diferentes de cada serviço de internet (caso você não use uma Open ID), em manter o antivírus atualizado, em usar um bom firewall ainda temos que nos preocupar com mais esse recurso que pode gerar dor de cabeça.
A dica que fica continua a mesma dos e-mails: somente clique em URLs reduzidas publicadas por pessoas que você conhece e confia. Na dúvida, ao invés de clicar nessa URL, pesquise o assunto na internet ou então peça para a pessoa que publicou esse URL reduzido para informar a fonte da informação para que você mesmo possa acessar o local e procurar o assunto.
PS.: Estava de férias do blog, por isso não o tenho atualizado. Na verdade, eu estive bastante ocupado nos últimos dois meses com alguns negócios pendentes e trabalhos atrasados. Aos poucos retorno com a freqüência normal de atualizações.